Só pra recordar o sentimento, aí vai a pintura de Michelangelo que retrata Narciso, da mitologia grega, que não vai ser bem o foco dessa postagem, mas seu mito pode ser visto aqui: (clique na imagem)
Ok, e daí?
Esses dias (ontem) decidi tirar algumas das ideias da cabeça e passar para meu próximo texto, que pretendo fazer de uma maneira mais focada e séria, sem tantos erros.
Nas primeiras letrinhas já me veio à mente o antigo sentimento de insegurança que eu cultivava a tempos atrás, e identificar essa insegurança foi simples (creio que estou ficando bem treinado quando o assunto é insegurança o_ o); logo passei a refletir num assunto antigo... A vaidade.
SIM, a vaidade... Sentimento que pouca gente conhece por achar que se trata apenas do culto à própria imagem, o que de certo modo não está errado em sua definição, porém, a vaidade se estende a um campo bem além disso, e o pior, mais profundo.
Se eu fosse fazer da vaidade uma figura, seria uma máscara. Mas essa bem diferente das outras, pois pode ser sobreposta de diversas outras, onde tiramos e colocamos de modo a agradar quem nos vê nas "tribos" que existem na sociedade. E digo tudo isso na minha experiência, sem julgar a qualquer outro, que existe uma máscara de aluno, uma de empregado, uma de familiar, uma de cidadão, até de cristão!
Minha maior preocupação foi a do caráter bizarro dos meus textos, que envolvem, na mais profunda das descrições, o que há de "feio" para ser escrito, de modo que meu teclado não vai poupar morte, nem medo e nem personagens com caráter duvidoso; o que me levou a refletir, como eu ficaria "diante das pessoas" quando lessem meus contos de horror?
Bem, foi razão de alguns meses para que o dilema se solucionasse e só houve uma resposta: a primeira face. Sim, o primeiro rosto, aquele que não é coberto por máscara alguma. Se lhe pudesse dar nome, chamaria de VERDADE, a tão sonhada verdade.
O que ocorre comigo (não sei se também com o leitor) é que o sobrepor de máscaras só me faz adequado a um padrão sem cores, sem que me conheçam como eu sou, e o pior, sem frutos. A verdade é que nos afogamos em personagens para no fim perceber que nos esforçamos para ser o que não somos e padecemos em depressões profundas durante vidas infelizes lamentando as rejeições de alguém que mal nos conhecia.
Então, é sem máscara alguma que eu confesso meus ídolos, como Lovecraft, que foi considerado herege.
Confesso meus horrores, sim, eles também, pois de toda a cena que escrevo EU sou o cabo transmissor, e aquela criação, graças somente a Deus, se faz presente em mim para ser transmitida.
Não sou, nem quero ser, um padrão de terno que oculta seus próprios defeitos em gestos, frases e costumes fingindo ser o que não é. Sou sim, seguidor do evangelho de Cristo, porém, se EU me colocasse em chavões e simulasse um falso conhecimento, seria apenas mentira.
E fique dito que vale mais o que há em mim, seja por Deus ou por minhas criações horrendas que Ele me permite imaginar, do que qualquer tempo perdido com qualquer pessoa que conhece apenas minhas máscaras, se envolvendo apenas de corpo (o que nunca ocorreu) com quem é mais do que isso (para ambos os lados).
Então afirmo que não preciso de alguém para ser completo, antes me sustento em mim mesmo, e em expressar tudo aquilo que foi corrompido e oculto em máscaras; e se o meu eu é macabro, é pela graça de Deus que me permite, sem jamais perder meu sentido natural de me expressar pela escrita.
Só alguns pensamentos matinais *- *
Preciso melhorar minha escrita :/
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